14/04/2014

Feliz Páscoa!!!!


Dra. Liane Netto participa de congresso

A Dra. Liane Netto, pediatra da Vita Clínica, participou do HOT TOPICS EM DOENÇAS RESPIRATÓRIAS PEDIÁTRICAS 2014, nos dias 11 e 12 de abril, em Porto Alegre.

Na foto, Dra. Angela Orlandini, Dra. Jane Magalhães, Sandro, representante do laboratório GSK, e Dra Liane Netto

09/04/2014

Avós que tomam conta dos netos uma vez por semana são mentalmente mais ativas, diz estudo

Cuidar dos netos uma vez por semana ajuda a manter as avós mentalmente ativas, constatou um estudo publicado no jornal The North American Menopause Society. Isso é uma boa notícia especialmente para aquelas que se encontram no período pós-menopausa, quando precisam se prevenir e reduzir os riscos de desenvolver Alzheimer e outras doenças cognitivas.

Por outro lado, tomar conta dos pequenos cinco dias por semana ou mais teve alguns efeitos negativos em testes de acuidade mental realizados na pesquisa.
— Sabemos que as mulheres mais velhas, que são socialmente engajadas, têm uma melhor função cognitiva e um menor risco de desenvolver demência posteriormente. Entretanto, o excesso também pode ser prejudicial — afirmou a diretora executiva da publicação, Margery Gass.
Três testes diferentes foram aplicados em 186 australianas, com idades entre 57 e 68 anos, para avaliar a sua capacidade mental. Entre as 120 avós, aquelas que passaram um dia por semana cuidando dos netos tiveram o melhor desempenho. Ao contrário, aquelas que tomaram conta dos pequenos durante cinco ou mais dias por semana saíram-se significativamente pior nos testes que avaliaram memória e velocidade de processamento mental. A descoberta surpreendeu os pesquisadores, os quais não esperavam por esses resultados.
Embora outras investigações já tivessem analisado a relação entre a capacidade e atividade mental e ser socialmente engajado, esta é a primeira vez que uma pesquisa enfoca o comportamento deste grupo específico.
— Já que ser avó é um papel social tão importante e comum para as mulheres na pós-menopausa, precisamos saber mais sobre os seus efeitos futuros na saúde— explica Margery.


02/04/2014

Dra Liane Netto esclarece

TESTES EM RECÉM NASCIDOS PODEM IDENTIFICAR UMA SÉRIE DE DOENÇAS. 

Principais testes que devem ser realizados nas primeiras 48 horas:

Tipagem sanguínea — realizado para identificar o tipo sanguíneo do recém-nascido, o sangue é colhido do cordão umbilical no ato do nascimento. 

Teste do pezinho — conhecido também como triagem neonatal, esse teste rastreia alterações no metabolismo e pode detectar pa tologias como fenilcetonúria, fibrose cística e hipotireoidismo congênito. 

Teste do olhinho — é um exame muito importante, pois com ele é possível descartar a hipótese de catarata e tumores na retina do bebê.

Teste da orelhinha — feito normalmente pela equipe de fonoaudiologia, esse teste é obrigatório e constata precocemente a ausência de audição juntamente com exames complementares. 

A detecção precoce é fundamental para que seja realizado um tratamento eficaz, aumentando as chances de reabilitação de fala e audição.

PEDIATRA DA VITA CLÍNICA PARTICIPA DE CONGRESSO

A Dra. Liane Netto, pediatra da Vita Clínica, participará do HOT TOPICS EM DOENÇAS RESPIRATÓRIAS PEDIÁTRICAS 2014, nos dias 11 e 12 de abril, no Anfiteatro Prédio 40 - Campus Central da PUCRS. 

E de 15 a 17 de maio, participa do VII Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria, que ocorrerá em Porto Alegre.

26/03/2014

MUDANÇA DE TEMPERATURA AUMENTA O RISCO DE DOENÇAS

Quando a estação muda, a defesa diminui e a pessoa fica mais vulnerável. Gripe, resfriado, amidalite, bronquite e até mesmo pneumonia são alguns dos problemas mais comuns nessa época do ano, quando a defesa do organismo fica enfraquecida, facilitando a proliferação de vírus e bactérias.
As mudanças bruscas de temperatura deixam as pessoas com a imunidade baixa, momento em que os vírus conseguem causar um processo inflamatório na mucosa, desenvolvendo gripes e resfriados. No caso de doenças causadas por bactérias, como a pneumonia, o início também é nessa fase, quando o organismo não consegue se defender por causa da mucosa inflamada. Nessa hora, as bactérias já existentes no corpo encontram um bom ambiente para se proliferarem e, por isso, a pessoa fica doente.

Entre os sintomas mais comuns de problemas nessa época, está a coriza, dor de garganta e também dores no corpo. Para evitar, é importante manter uma alimentação saudável, dormir bem, fazer atividade física e evitar alterações de temperatura, especialmente se a pessoa for mais sensível a isso.

Existe também a opção da vacina, que tem efetividade de mais de 90%. No próximo dia 15 de abril, a vacinação contra a gripe chega aos postos médicos direcionada a grupos de risco, como crianças menores de 2 anos, idosos com mais de 60 anos, etc.

07/02/2014

Cuidando da criança exposta ao sol

Estão mais sujeitos aos efeitos danosos do sol as crianças de pele muito clara, de cabelos loiros, ruivos ou castanhos claros; de olhos claros; com história familiar de câncer de pele, ou ainda com sardas.

Cuidados com a exposição solar

Períodos longos de exposição ao sol ou períodos curtos sob um sol muito forte são perigosos. Cuidar do seu filho e controlar a exposição solar é fundamental. Por isso, aqui vão algumas dicas:
• Durante os seis primeiros meses de vida, o bebê não deve ser exposto diretamente ao sol. A partir dos seis meses e até o primeiro ano de vida ele pode pegar um pouco de sol, desde que antes das 10h ou depois das 16h. NUNCA deixe seu filho no sol nas horas próximas ao meio dia.
• Na praia, no clube ou na piscina, o bebê deve usar chapéu e vestir roupas adequadas, além de ficar a maior parte do tempo possível na sombra.
• Para as crianças maiores e adolescentes é recomendado também o uso de óculos de sol. Em hipótese alguma os de camelô.
• A água, a areia, o cimento e a neve também refletem os raios solares e aumentam o risco de queimaduras.
• Os protetores solares contêm substâncias que absorvem e bloqueiam as radiações UV. A Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que abaixo dos 6 meses sejam utilizados apenas protetores mecânicos como bonés, roupas, guarda-sol ou sombrinha. Existem tecidos que contêm substâncias capazes de filtrar a radiação UV e podem ser utilizados em bebês.
• Dos 6 meses aos 5 anos de idade, recomenda-se o uso dos filtros infantis, que geralmente contêm menos substâncias químicas capazes de induzir sensibilização da pele da criança. Costumam ser mais espessos e esbranquiçados ou rosados.
• O filtro solar ideal é o que protege da radiação UVA e UVB. Deve ter custo acessível, ser fácil de espalhar e resistir à água. Não existem filtros totalmente à prova d´água, e eles devem ser reaplicados regularmente depois que a criança sai da água, ou quando ela sua muito. Não se esqueça de secar bem a pele antes da reaplicação.
• Geralmente os filtros acima do número 15 protegem por até 2 horas, desde que aplicados em abundância.
• É importante não esquecer locais como as orelhas, o dorso dos pés, a região atrás dos joelhos e o rosto (evitando a área muito próxima aos olhos). Na região em torno dos olhos, no nariz e nos lábios, pode ser utilizado protetor em bastão.
• Camisetas de malha branca e tecidos molhados ou com tramas largas protegem menos. Lembre que existem tecidos que contêm substâncias fotoprotetoras e podem ser usados por crianças.
• Alguns medicamentos e alimentos podem causar reação quando em contato com o sol. Alguns antibióticos e antialérgicos, bem como suco de frutas cítricas e plantas leitosas são conhecidos por provocarem reações na pele.
Alguns conselhos úteis
• USE SEMPRE guarda-sol, bonés, viseiras ou chapéus. Cerca de 70% dos cânceres da pele ocorrem na face, proteja-a sempre. Não se esqueça de proteger os lábios e as orelhas.
• APLIQUE GENEROSAMENTE O FILTRO SOLAR 20 A 30 MINUTOS ANTES DE SAIR AO SOL. Este é o tempo necessário para a estabilização do protetor solar na pele, de modo que sua ação ocorra com maior eficácia.
• MORMAÇO TAMBÉM QUEIMA. Em dias nublados cerca de 40 a 60% da radiação solar atravessa as nuvens e chega à Terra; portanto, use filtros solares também nestes dias.
• FILTRO SOLAR SE USA DIARIAMENTE. Lembre que as luzes fluorescentes também emitem radiação ultravioleta e estão presentes nas salas de aula ou até mesmo em casa.
• A PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS É RESPONSABILIDADE DOS PAIS. Cerca de 75% da exposição solar acumulada durante a vida ocorre dos 0 aos 20 anos de idade.

04/02/2014

GRAVIDEZ – Dr. Leandro Netto esclarece

GRAVIDEZ – Dr. Leandro Netto esclarece

SINTOMAS DE GRAVIDEZ
Os sintomas como cansaço, tensão mamária, náuseas variam de mulher para mulher. Caso você note alguma anormalidade diante desses sintomas, procure seu médico.

INCHAÇO
No final da gestação, o edema (inchaço) é bastante comum, devido à compressão da veia cava dentro do abdômen. Se o inchaço ocorrer de forma generalizada, procure o seu médico.

DOR NAS COSTAS
A coluna vertebral é bastante sobrecarregada durante a gestação. Alongamentos e massagens podem amenizar as dores. Se as dores forem insuportáveis, pode-se ainda utilizar analgésicos.

TRATAMENTO ODONTOLÓGICO
A gestante pode realizar um tratamento bucal normalmente, pois é nesse estágio de gravidez que há maior incidência de cáries e inflamação na gengiva. Deve-se proteger o feto (vestir um avental de chumbo) se for necessário realizar exames de raios-X e a anestesia deverá ser preferencialmente sem substância vasoconstrictora.

CUIDADOS COM O CORPO
Opte por produtos exclusivos para gestantes, mas saiba que mesmo eles podem causar alguma irritação. Alguns ativos de hidratantes comuns são proibidos na gravidez, como ureia em concentrações altas.

VARIZES
As varizes que aparecem durante a gestação normalmente somem após o parto. Deixar as pernas levantadas por alguns minutos, evitar ficar muito parada em pé ou sentada e fazer caminhadas podem amenizar os sintomas.

CUIDADOS COM OS CABELOS
No primeiro trimestre da gravidez nenhuma tintura, mesmo aquelas sem amônia na composição ou hena, devem ser usadas. Escova progressiva e alisamentos também deve ser evitados durante toda a gestação.

PESO E ALIMENTAÇÃO IDEAL
O recomendado é um ganho de peso de 9 a 12 quilos referentes ao IMC (Índice de Massa Corpórea) da gestante, que é considerado uma medida saudável para a mãe e o bebê. O ideal seria engordar entre 5 e 12 quilos. Ter uma alimentação equilibrada, com frutas, verduras, carnes, cereais e leite. Comer pouco e fazer de quatro a seis refeições ao dia, bebendo bastante líquido (de um a dois litros de água por dia). Evitar massas, doces, bebidas gasosas e álcool.

SEXO
As relações sexuais podem ser normais na gestação, exceto em casos especiais, como o surgimento de sangramento ou contrações.

SANGRAMENTO
No início da gestação o sangramento é normal. Essa perda de sangue no início da gravidez, que  ocorre em quase 20% das gestantes, é devido à nidação, a fixação do embrião dentro do útero.

SEMANAS DE GESTAÇÃO
Para calcular as semanas de gestação faça a contagem a partir do último dia da menstruação e considere que a gravidez tem 280 dias, ou 40 semanas. Mas não misture o cálculo das semanas com o dos meses. Isso porque quatro semanas tem 28 dias, não um mês.
A data do parto pode ser calculada a partir da primeira data da última menstruação. Hoje em dia, os estudos mostram que pode-se aguardar em segurança até 41 semanas.

OUVINDO O CORAÇÃO DO BEBÊ
Os batimentos cardíacos são audíveis a partir da quinta semana com o uso do ultrassom.

SENTINDO O BEBÊ
O bebê só pode ser sentido a partir da 18ª semana.

SEXO DO BEBÊ
Pode-se saber o sexo do bebê, por meio do exame de sangue a partir de 10 semanas e com o ultrassom com 18 semanas é possível saber o sexo do bebê.

EM TRABALHO DE PARTO
As contrações aumentam e duram em torno de 30 a 40 segundos cada uma. Ocorrem, em média, três contrações em 10 minutos. O rompimento da bolsa é o sinal que a mãe deve ir imediatamente para o hospital, pois ela pode estar entrando em trabalho de parto.
O exame clínico e o toque vaginal revelam se há ou não a dilatação.

CORDÃO UMBILICAL – células tronco
O cordão umbilical do bebê é a fonte de células-tronco. As células-tronco são células capazes de se multiplicar nos mais variados tecidos do corpo humano (sangue, nervos, músculos, etc), por isso são utilizadas no tratamento de leucemia, tumores e paralisia cerebral.
A coleta ocorre no momento do parto (normal ou cesárea), logo após o corte do cordão umbilical, e este procedimento é completamente seguro e indolor para o bebê e a mãe.

PARTO NORMAL ou CESARIANA
As vantagens do parto normal para a mãe se resumem em: maior vínculo mamãe-bebê, com a participação ativa da mãe no nascimento de seu filho; menor risco de infecção; sem cicatrizes aparentes; sem implicações nos futuros partos; recuperação pós-parto mais rápida e sem dores; alta hospitalar e retorno para casa mais rápido; maior incentivo a amamentação em função da elevação hormonal provocada pelo trabalho de parto e maior tranquilidade da mãe; menor necessidade de medicação materna no pós-parto, acarretando menor risco de o recém-nascido receber medicamentos pelo leite na amamentação
As desvantagens do parto normal para mãe, estão na maioria das vezes relacionadas com manobras e intervenções efetuadas pela equipe médica, podendo envolver possíveis danos à pelve, ao períneo, uretra e ânus, incontinência urinária e fecal.
Já para o bebê, as vantagens do parto normal consistem em: vínculo imediato com a mãe; melhor adaptação ao ambiente extra-uterino; melhor eliminação dos líquidos pulmonares; bebê nasce no momento em que está realmente pronto, acomodando seu sistema fisiológico de forma leve e não brusca. Ela afirma que quando o parto evolui naturalmente, não existe desvantagem alguma para bebê.
As vantagens da cirurgia cesariana para a mãe: nascimento menos demorado, no mesmo dia da internação; poder decidir a data do nascimento e ter o médico do pré-natal disponível. E destaca que, quando realmente necessária, a cesárea traz vantagens para mãe e bebê.
Algumas das reais indicações compreendem: hemorragias no final da gestação, desproporção céfalo-pélvica, doenças maternas hipertensivas decorrentes da gestação, bebê transverso, sofrimento fetal, diabetes gestacional, insuficiência placentária ,fetos grandes a partir de 4000g.
As desvantagens da cesariana para a mãe são: mãe fica passiva no momento do nascimento de seu filho; recuperação mais lenta, com dores nas atividades cotidianas e restrição as atividades físicas por maior tempo, em função do corte e da manipulação abdominal feita pelo médico; risco de infecção, inflamação, perda do útero, hemorragia, com risco 16 vezes maior de morte materna que no parto normal; necessidade de retorno para retirada dos pontos externos; amamentação pode ser prejudicada; implicações nos partos futuros, pois o útero forma uma cicatriz que pode representar um ponto mais frágil e, a cada cesárea realizada, os riscos de complicações aumentam.
As desvantagens para o bebê da cesariana são: maior risco de desconforto para respirar, de síndrome dos pulmões úmidos com necessidade de encaminhamento para UTI neo natal e de pneumonia; possível necessidade de intervenções como aspiração nasogástrica, reanimação, entubação e respiração artificial; atraso da primeira amamentação e formação de vínculo materno.




21/01/2014

CALENDÁRIO DE VACINAS

- 1 mês: BCGid + Hepatite B
- 2 meses: DTP ou DTP Acelular + Hemofilus + Pólio + Hepatite B
- 4 meses: DTP ou DTP Acelular + Hemofilus + Pólio
- 6 meses: DTP ou DTP Acelular + Hemofilus + Pólio + Hepatite B
- 9 meses: Sarampo
- 12 meses: Varicela + Hepatite A
- 15 meses: DTP ou DTP Acelular + Hemofilus + Pólio + SCR (Sarampo, Caxumba, Rubéola)
- 2 anos: Meningo A/C
- 5-6 anos: DTP ou DTP Acelular + Pólio
- 11 anos: SCR (Sarampo, Caxumba, Rubéola)

Indicação específica em qualquer idade:
- Hepatite A (> 1 ano)
- Hepatite B
- Rubéola
- Gripe (6 meses)
- Meningo A/C (> 2 anos)
- Meningo B/C (> 6 meses)
- Febre Amarela (> 6 meses)
- Varicela (> 1 ano)
- Antipneumocócica (> 2 anos)
- Dupla adulto (> 7 anos)



13/01/2014

ACIDENTES POR AFOGAMENTOS

O afogamento, dentre as causas externas é um dos principais responsáveis por óbitos em menores que 4 anos de idade no país. Nesta faixa etária a maioria dos acidentes ocorre no domicílio, e na medida em que a criança cresce o local de ocorrência passa a ser fora do domicílio.
Ao contrário do que se imagina, o acidente ocorre de forma silenciosa. A cena da vítima debatendo-se na água e gritando por socorro é pouco descrita por testemunhas de afogamentos.

Deve ser lembrado que além do fato da morte, grande parte dos sobreviventes apresenta sequelas neurológicas graves e irreversíveis, fazendo com que a prevenção seja a melhor estratégia na abordagem do acidente por submersão.

RECOMENDAÇÕES

Procure esvaziar todos os reservatórios líquidos (baldes, piscinas de lona, banheiras, vaso sanitário, tanques e piscinas) ou tampá-los, crianças pequenas podem se afogar em camadas líquidas de 5 cm.

Crianças nunca devem permanecer sozinhas na banheira. No banho de seu bebê tenha tudo em mãos (toalha, sabonete, roupa) para não se ausentar do local.

Pais ou responsáveis devem orientar as crianças e adolescentes sobre as regras de segurança de piscinas, assim como, de parques e esportes aquáticos. Sempre deverão ser educados a evitar brincadeiras agressivas à beira de piscinas, lagos e rios. Nunca ingerirem álcool e/ou drogas. Devem ler e respeitar avisos de segurança em locais públicos como praias. Nunca desafiar seus próprios limites.

A presença de brinquedos dentro da piscina é um atrativo que deve ser evitado.

Em praias procurar locais onde haja salva-vidas e não mergulhar em águas turvas; procurar nadar longe de cais, embarcações, rochas e correntezas. Em lagoas e represas geralmente se desconhece sua profundidade e eventuais buracos.

Em passeios de barcos e afins use sempre o colete salva vidas que é mais seguro que flutuadores (bóias de braço, câmara de pneu,prancha).

Embora não se comprove a eficácia das lições de natação em prevenir afogamentos, todo esporte é saudável e deve ser incentivado.

Lembrar ao construir sua piscina residencial que o objetivo é de lazer, não justificando grandes profundidades. Piscinas e similares devem ser adequadamente cercadas (1,5m de altura e espaço entre grades menor ou igual a 12 cm) e de preferência com portão e tranca. Todo construtor com responsabilidade conhece e tem normas técnicas de segurança a cumprir. 

TRANSPORTE SEGURO DE CRIANÇAS EM AUTOMÓVEIS

Desde 2010, vigora no Brasil a Resolução Nº 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), segundo a qual, para transitar em veículos automotores, menores de 10 anos devem ser transportados nos bancos traseiros, usando individualmente um dispositivo de retenção apropriado para as sua idade. (Desobediência: infração gravíssima, multa de R$ 191,54 e retenção do veículo)

Infelizmente nossa legislação está desatualizada em relação às melhores evidências científicas, que contraindicam a migração do bebê-conforto para a cadeirinha antes de cerca de 2 anos de idade; desta para o assento de elevação antes dos 18 kg de peso, o que pode ser até os 7 anos de idade; assim como o cinto de segurança antes da criança ter 1,45m de estatura, o que ocorre entre 9 e 13 anos. Assim, cabe aos pais certificarem-se de que seus filhos utilizem os equipamentos mais seguros e adequados, independentemente da lei.

RECOMENDAÇÕES:

Todas as crianças devem viajar sempre no banco traseiro até os 13 anos de idade, para sua maior segurança, ainda que a legislação brasileira o permita a partir dos 10 anos. Maiores de 13 anos e com mais de 1,45m poderão sentar no banco da frente, como passageiros, no momento que conseguirem encostar os dois pés totalmente no chão do veículo, utilizando o cinto de três pontos de maneira correta.

O bebê recém-nascido deve ser transportado em assento de segurança apropriado, no banco traseiro do veículo, virado de costas para a direção do deslocamento do veículo, como consta da nossa legislação.

Como não existem marcas de assento de segurança que sejam por consenso as mais seguras ou o melhores, o ideal é aquele que melhor se adapta no banco traseiro do carro e que seja utilizado corretamente a cada transporte. Preço, modelo e marca não deve influenciar na escolha do assento, que deve, antes de tudo, ser testado no carro, sua instalação feita de acordo com as especificações dos fabricantes do veículo e do próprio assento.

Consultar sempre o manual que vem com a cadeirinha para instalar cada modelo de forma correta.

A cadeirinha deverá estar presa ao banco pelo cinto de segurança do veículo. Para testar sua efetiva fixação, dobre uma perna e apoie o joelho em seu assento e puxe com força. Revise periodicamente para observar afrouxamento ou desconexão do equipamento.

Os modelos de assentos devem ser certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), seguindo a Norma Técnica NBR 14.400, que obriga os fabricantes a cumprirem as especificações de segurança. Para mais informações, acesse o site do Inmetro:
http://www.inmetro.gov.br/prodcert/produtos/busca.asp

O modelo escolhido deve se adaptar de forma correta no banco do carro e ser confeccionado de material resistente e durável. O tecido que reveste o assento deve ser resistente e macio, além de não esquentar com facilidade.

A partir do momento que a cadeirinha ficar pequena para a criança, ou sua cabeça ultrapassar o limite superior da cadeira, um novo modelo deve ser adquirido.

A criança nunca deve utilizar a faixa transversal atrás dos braços ou colocá-la nas costas, já que o uso exclusivo da faixa abdominal não garante a proteção do tronco.


VEJA OS MODELOS
Os modelos de assentos infantis são indicados conforme a fase do crescimento (peso e/ou altura) da criança:

1º modelo: Assento infantil tipo bebê-conforto
Deve ser usado desde o nascimento até que a criança tenha 2 anos de idade ou que tenha ultrapassado o limite máximo de peso ou altura permitido pelo fabricante do assento. Deve ser instalado de costas para o painel do veículo, preferentemente no meio do banco de trás, preso pelo cinto de segurança de três pontos.
As faixas do cinto de segurança desse modelo de assento (de cinco pontos) devem passar pelos ombros e entre as pernas da criança e ficar presas na estrutura do assento. Estes modelos podem ter um acessório que firma o pescoço do bebê.

2º modelo: Assento tipo cadeirinha voltada para frente
Toda criança com mais de 2 anos de idade ou que tenha ultrapassado o limite máximo de peso ou altura permitido para o seu assento tipo bebê-conforto deve usar a cadeirinha dotada de cinto de segurança próprio, até atingir o limite máximo de peso ou altura permitido pelo fabricante. Vários modelos de cadeirinha de segurança acomodam crianças pesando até 30 a 36 kg, isto é, ao longo de toda a idade escolar. O menor limite máximo de peso nas cadeirinhas de segurança disponíveis é 18 kg, que as crianças podem atingir entre três e sete anos de idade.

3º modelo: Assento de elevação ou “booster”
Toda criança cujo peso ou estatura tenha ultrapassado o limite máximo permitido para a cadeirinha de segurança deve usar um assento de elevação, até atingir a estatura de 1,45m (o que pode ocorrer entre nove e treze anos de idade) e que o cinto de segurança do veículo adapte-se com perfeição, a porção subabdominal passando pela pelve, a porção do ombro passando pelo meio do ombro e do tórax e os pés encostando no assoalho. O assento elevador deve ser colocado no banco de trás, posicionado nas laterais, local este que promove segurança à parte superior do tronco e à cabeça. No assento elevador, a criança ficará sempre contida pelo cinto de três pontos do carro, a faixa transversal passando pelo meio do ombro e a subabdominal pelas saliências ósseas do quadril. Se o carro somente tiver cintos subabdominais no banco traseiro, não deve ser usado um assento de elevação.

Pais que dão o exemplo, ao obedecer às regras de trânsito, ao utilizar SEMPRE o cinto de segurança e ao adotar uma atitude firme para com seus dependentes, com a utilização correta dos assentos, terão a garantia de um transporte seguro e eficiente, além do respeito de seus filhos.

FONTE:
http://www.healthychildren.org



18/10/2013

O que é um aviador?



O que é um aviador
Por Elton Erhardt - Médico endocrinologista e aviador “nas horas vagas”.

Outubro de 2013.

Muito se tem falado sobre hobbies, atividades paralelas ou até desestressantes para ocupar o precioso (e mínimo) tempo ocioso liberado por algumas profissões, como a Medicina.
Convivendo com o sofrimento alheio, vendo verdades que o outro lado da mesa ainda não enxergou, fazendo previsões, tratando e curando quando possível, mas ajudando sempre, é uma tarefa que carrega consigo uma grande carga emocional – afinal somos humanos como quem nos procura e muito embora possamos sentir a aflição e a angústia de nossos pacientes ainda temos de poupar nossas emoções para que o outro lado não se sinta pior...
Aí vem a atividade paralela – para que? Para sentir o sopro do vento, as nuvens abaixo e a incrível sensação de leveza e liberdade que até então só os pássaros conheciam. Para desafiar o tempo e ir contra o vento.... Para sentir a leveza do ser...
É claro que precisa gostar muito de aviões, estas incríveis maquininhas voadoras que nos levam aos céus, uma paixão sem limites. Quem é piloto nunca mais deixa de ser – fica contaminado pelo “aerococcus”, sem cura.
Mas também se aprende muito, e como! Ensinamentos que agregam muito a vida prática, por exemplo:
- “Confiar, mas conferir sempre!” – é um velho provérbio que os pilotos usam, checando sempre e detalhadamente cada detalhe do avião, da rota, do tempo, da pista, etc. antes de cada vôo. Isto nos ensina a ser mais cuidadosos e exigentes conosco.
- Cada coisa em seu lugar – na aviação não existe lugar para desordem ou bagunça – isto pode custar um acidente de proporções inimagináveis, como, por exemplo, o parafuso deixado na pista que derrubou o Concorde em seu último vôo,
- Voar sempre na frente do avião, quer dizer ser previdente, anteceder e planejar tudo o que pode acontecer e tomar atitudes.
- Planejar cuidadosamente tudo o que pretende fazer em vôo – a rota, a mudança de tempo, a eventual falta de combustível e a possibilidade de pane, tudo tem de ser planejado. Na vida prática ensina a ser cuidadoso, e a planejar atitudes mais adequadas. Evite ser pego de surpresa.
- Gerenciar o risco – como? Saber que o risco existe, maior ou menor, em qualquer atividade humana, que não existe tecnologia humana perfeita, aprender a conviver com o risco e saber evitar ou diminuir. E se o risco acontece? Tomar a atitude mais racional, visando preservar a vida humana. Como? Treinar sempre, estudar sempre. Conhecer cada vez mais o céu e os aviões, mesmo sabendo que uma vida inteira não é o bastante. Se é verdade que a sabedoria vem com a idade, pode ser por isso que as “horas de vôo” são a idade do piloto...
Eu poderia ficar aqui falando horas sobre o quanto é prazeiroso voar, mas é inexplicável. Só experimentando. E correndo o risco de também ser infectado pelo aerococcus e nunca mais deixar de voar...