24 de abr de 2015

ALERGIAS DE OUTONO

O tempo mudou....  e lá vem a sucessão de espirros que parece não ter fim. Coriza e olhos lacrimejantes acontece tão logo o frio chega e você precisa baixar aqueles casacos e edredons guardados durante a estação quente. E daí, é claro, vai-se fazer uma visitinha amiga à farmácia. Ou não?

É possível evitar alergias de outono sem medicamentos? 

Embora seja difícil eliminar completamente os agentes causadores das alergias de outono, algumas ações podem prevenir seus sintomas mais incomodativos, sem a necessidade de medicamentos.


De acordo com o vice-presidente do comitê de pneumologia da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Diego Djones Brandenburg, há dois fatores que contribuem para o aparecimento da rinite alérgica — a predisposição para esse tipo de irritação e alguns fatores ambientais, como poeira e a presença de ácaros e fungos em objetos de uso pessoal.

— O mais importante para evitar alergias de outono é, ao retirar as roupas pesadas e as cobertas do armário, lavá-las e colocá-las imediatamente para secar no sol. Isso mata os ácaros existentes e inibe a proliferação deles e de fungos.

Brandenburg também destaca que, com a virada climática, o cuidado deve ser redobrado com o pó acumulado pela casa. Uma vez que a época já diminui a defesa do corpo contra os alérgenos, o pó pode provocar reações de hipersensibilidade. Por isso, em vez de varrer, prefira aspirar a casa ou limpar com um pano úmido para não levantar poeira. Isso é um cuidado essencial principalmente em casas onde moram crianças, já que as partículas ficam suspensas a até um metro do chão – deixando os pequenos mais propensos a crises alérgicas.

Mas, caso as precauções adequadas sejam tomadas e, ainda assim, a tosse, os espirros e a coceira no olho surjam, não ignore os sintomas:
— Higienizar os olhos e o nariz não previne alergias, apenas desobstrui esses canais. O ideal é que, para controlar os sintomas da rinite, se faça uma combinação entre o tratamento farmacológico e o controle de fatores ambientais — diz o pneumologista.


Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/noticia/2015/04/e-possivel-evitar-alergias-de-outono-sem-medicamentos-4745308.html

23 de abr de 2015

ENCONTRO DE GESTANTES


A partir de maio, a Dra. Liane Netto reinicia os ENCONTROS DE GESTANTES. 


Estes encontros possibilitam aos pais e avós aproximarem-se do universo do bebê e abrem espaço para perguntas e dúvidas relacionadas à gravidez e aos cuidados e necessidades do bebê. 

O primeiro encontro de gestantes de 2015 ocorrerá na Unisinos para suas funcionárias.

Os encontros são gratuitos e a participação dos pais é ideal a partir do sexto mês de gestação. 

Em breve teremos mais novidades. Aguarde.

Dra Liane participará de congresso


A Dra. Liane Netto participará do VIII Congresso de Atualização em Pediatria, que ocorrerá de 30 de abril a 2 de maio na PUC, em Porto Alegre.

10 de abr de 2015

CRIANÇAS NECESSITAM DE LEITE ESPECIAL – URGENTE

Os atrasos nos repasses pela Sec. Est. de Saúde da fórmula especial utilizada na dieta de crianças com ALERGIA A PROTEÍNA DO LEITE DE VACA vem preocupando as mães de pacientes da região.

Desde dezembro passado, o alimento, que é importado e custa em média nas farmácias R$ 180,00 lata 400g, não esta sendo distribuído regularmente aos beneficiários. 


Por isso, estamos criando uma CENTRAL DE RECOLHIMENTO do leite NEOCATE e PREGOMIM para ser distribuído as crianças com intolerância ao leite de vaca. Há muitas famílias que possuem estes leites em casa, mas não o utilizam mais.


Por favor, doem qualquer quantidade na Vita Clínica – Rua Bento Gonçalves Rua Bento Gonçalves, 806/201 | Centro | São Leopoldo.

PRÊMIO CIDADÃO

PRÊMIO VS CIDADÃO 

DRA LIANE NETTO concorrendo na categoria SAÚDE.... vote 

A Drª Liane Netto, médica pediatra da Vita Clínica, coordenadora dos Encontros de Gestantes que promove o aleitamento materno e o vínculo mãe-bebê, foi uma das 5 pessoas indicadas pela redação do jornal VS para 2ª edição do Prêmio VS Cidadão. 

O Prêmio VS Cidadão tem como objetivo valorizar os cidadãos que se destacam em diversas áreas de São Leopoldo. 

A escolha é através do voto popular pelo site do jornal. Liane também é voluntária da Associação Vida Nova-creche/escola com inclusão para deficiências múltiplas e idealizadora do Projeto Visita Pet do Hospital Centenário. Vote até 07/05

http://cidadaovs.gruposinos.com.br/categorias.html

1 de abr de 2015

VACINA CONTRA HERPES-ZÓSTER ESTÁ DISPONÍVEL NO BRASIL

Já existe no Brasil uma vacina que ajuda a reduzir a incidência do herpes-zóster e a atenuar a gravidade do quadro clínico, caso se manifeste.

O que é o herpes-zóster?
Um tipo de infecção causada pelo mesmo vírus da catapora na infância, o varicela-zóster, que fica adormecido, alojado na coluna. Ele causa bolhinhas ou vesículas de água na pele, que aparecem em áreas que os médicos chamam de dermátomos, ou seja, por onde passam os nervos. Após os 50 anos, o vírus pode ser reativado pela queda natural da imunidade no organismo. Essa condição é chamada de  imunossenescência.
 

Quais são os sintomas?
Uma dor aguda e debilitante, bolhas e, depois que elas estouram, as feridas. Esses são os primeiros sintomas. Há pacientes que relatam ainda coceira, formigamento e queimação.

Qual é o tratamento?
É feito a partir de remédios antiviriais, analgésicos, anti-inflamatórios e  anticonvulsivantes, que reduzem as complicações.

É possível prevenir o aparecimento do herpes-zóster?
Sim. Existe uma vacina, que ajuda também a prevenir uma complicação chamada neuralgia pós-herpética. Depois que a doença é tratada, o paciente pode ficar com dor no nervo, que dura meses ou anos.

Esta vacina foi aprovada nos Estados Unidos em 2006. No Brasil, ela chegou no início de 2014 e está sendo bastante difundida. Infelizmente, ela ainda não é encontrada no SUS. Por enquanto, só está disponível em clínicas particulares, sendo o preço um fator limitante para nós brasileiros. Hoje, uma dose custa em torno de R$ 400,00.

Qual é a indicação?
A vacina é indicada para adultos acima de 50 anos, contudo sabe-se que a resposta é ainda mais eficaz quando tomada entre 60 e 69 anos. A aplicação é no braço, por via subcutânea, em dose única. Por enquanto, ainda não há dados sobre a necessidade de reforço.

O que dizem os estudos sobre a eficácia desta vacina?
Os estudos internacionais mostram uma redução da gravidade da doença e da duração do tempo da dor. Eles mostram também redução no aparecimento do herpes-zóster em aproximadamente 50% dos pacientes e diminuição da neuralgia pós-herpética em 70%. É bastante.

Quem não pode?
Esta é uma vacina de vírus vivo atenuado, ao contrário da vacina da gripe, que é de vírus morto. Ele entra no nosso organismo e produz anticorpos contra a doença. Pessoas que têm alergia ou hipersensibilidade à gelatina ou à neomicina, utilizadas como veículos, não podem tomá-la. Além dessas, pacientes que estão com febre na vigência da vacinação, que tenham imunidade baixa, que estão fazendo quimioterapia, que tenham leucemia, linfoma, doenças imunossupressoras como o HIV e tuberculose ativa. Por fim, as grávidas não podem tomar de jeito nenhum por risco de malformação fetal.
              

Fonte: http://www.senhorasesenhores.com/vacina-contra-herpes-zoster-esta-disponivel-brasil/08 Nov 2014 por Carla Dórea Bartz

12 de mar de 2015

Dra. LIANE NETTO INDICADA PARA O PRÊMIO CIDADÃO DO VS


A Drª Liane Netto, médica pediatra da Vita Clínica, coordenadora dos Encontros de Gestantes que promove o aleitamento materno e o vínculo mãe-bebê, foi uma das 5 pessoas indicadas pela redação do jornal VS para 2ª edição do Prêmio VS Cidadão. 

O Prêmio VS Cidadão tem como objetivo valorizar os cidadãos que se destacam em diversas áreas de São Leopoldo. A escolha é através do voto popular pelo site do jornal. 

 Liane também é voluntária da Associação Vida Nova-creche/escola com inclusão para deficiências múltiplas e idealizadora do Projeto Visita Pet do Hospital Centenário.

Dr. LEANDRO PARTICIPA DE CURSO DE TÉCNICAS AVANÇADAS EM CIRURGIA GINECOLÓGICA

No próximo dia 16, o Dr. Leandro Netto estará novamente no IRCAD,  em Barretos, participando do curso de Técnicas Avançadas em Cirurgia Ginecológica.

Buscando o aperfeiçoamento em cirurgia minimamente invasiva o Dr. Leandro  vem consolidando os passos técnicos que são utilizados em procedimentos laparoscópicos avançados. Em 2014, ele participou do curso de Cirurgia Ginecológica em Endometriose Severa.


Barretos, muito conhecida pelos rodeios, também é conhecida na área de saúde por ser sede do maior Centro de Tratamento e Prevenção de Câncer da América Latina, mantida pela Fundação Pio XII e também a responsável por implantar no município o IRCAD. O IRCAD é referência na América Latina como centro de treinamento em  cirurgia minimamente invasiva (Videolaparoscopia).

3 de mar de 2015

Por que a depilação íntima completa pode causar danos à saúde feminina

Quando o assunto é depilação íntima, a mulherada costuma se dividir. Há quem prefira algo mais naturalista, retirando o mínimo de pelos, quem opte por manter um filete de fios na região frontal e também quem seja adepta da depilação completa  - prova disso é a técnica popularizada como “brazilian wax”, que vêm conquistando mais e mais adeptas no exterior. Conservar a pele lisinha pode ser a preferência de muitas mulheres, mas o que nem todas sabem é que A AUSÊNCIA DE PELOS PUBIANOS PODE OCASIONAR PROBLEMAS À SAÚDE, incluindo inflamações e contaminação de doenças sexualmente transmissíveis.

Segundo o ginecologista Elson Almeida, do Hapvida Saúde, os pelos servem como uma defesa para o organismo e a depilação íntima completa deixa esta região mais exposta ao ambiente externo, aumentando a possibilidade de contaminações.

— Com a retirada dos pelos, bactérias têm acesso livre para região interior da pele, podendo ocasionar inflamação ou infecção, que precisará de acompanhamento médico. O atrito direto com a calcinha e absorventes são outros fatores que aumentam a umidificação do local, responsáveis pela proliferação de bactérias —, explica.

Pelos encravados e alergia também são reações frequentes em peles mais sensíveis quando são expostas às depilações com cera quente ou lâminas.

— Ceras reutilizadas e espátulas usadas para passar a cera também podem ser transmissores de vírus e bactérias, caso tenham sido utilizados em um cliente infectado —, alerta o médico.

Em caso de lesão na área decorrente da depilação, vale ficar atenta: em contato com outra pele danificada, pode ser transmissora de doenças sexualmente transmissíveis.

— O recomendado é evitar relações sexuais após a depilação, pois a possibilidade de infecção aumenta quando há contato com uma pessoa infectada.

Ao contrário do que muitos pensam, manter os pelos não é falta de higiene, mas o aconselhado é que eles sejam aparados regularmente para aeração genital. O recomendado é manter o pelo com 2 cm de comprimento. Para quem não quer abrir mão da depilação completa, seguem os conselhos do ginecologista:

Cuidados pré-depilação
• Higienizar bem a área: lave a região ou use loções especiais pré-depilatórias, que ajudam na limpeza e na aderência da cera e eliminam bactérias;

• Esfoliação: três dias antes da retirada dos pelos, esfoliar a pele ajuda a eliminar as impurezas e prevenir os pelos encravados.
Cuidados pós-depilação
• Produtos: usar produtos calmantes logo após o procedimento evitam irritações. Evite os que possuem álcool ou cremes muito pesados;

• Evitar roupas apertadas no local depilado: em regiões sensíveis como a virilha há maior tendência do pelo encontrar dificuldades para atravessar a pele, causando o encravamento.


Fonte: http://revistadonna.clicrbs.com.br/saude/por-que-depilacao-intima-completa-pode-causar-danos-saude-feminina/

26 de fev de 2015

GRAVIDEZ – Dr. Leandro Netto esclarece

SINTOMAS DE GRAVIDEZ
Os sintomas como cansaço, tensão mamária, náuseas variam de mulher para mulher. Caso você note alguma anormalidade diante desses sintomas, procure seu médico.

INCHAÇO
No final da gestação, o edema (inchaço) é bastante comum, devido à compressão da veia cava dentro do abdômen. Se o inchaço ocorrer de forma generalizada, procure o seu médico.
 
DOR NAS COSTAS
A coluna vertebral é bastante sobrecarregada durante a gestação. Alongamentos e massagens podem amenizar as dores. Se as dores forem insuportáveis, pode-se ainda utilizar analgésicos.

TRATAMENTO ODONTOLÓGICO
A gestante pode realizar um tratamento bucal normalmente, pois é nesse estágio de gravidez que há maior incidência de cáries e inflamação na gengiva. Deve-se proteger o feto (vestir um avental de chumbo) se for necessário realizar exames de raios-X e a anestesia deverá ser preferencialmente sem substância vasoconstrictora.

CUIDADOS COM O CORPO
Opte por produtos exclusivos para gestantes, mas saiba que mesmo eles podem causar alguma irritação. Alguns ativos de hidratantes comuns são proibidos na gravidez, como ureia em concentrações altas.

VARIZES
As varizes que aparecem durante a gestação normalmente somem após o parto. Deixar as pernas levantadas por alguns minutos, evitar ficar muito parada em pé ou sentada e fazer caminhadas podem amenizar os sintomas.

CUIDADOS COM OS CABELOS
No primeiro trimestre da gravidez nenhuma tintura, mesmo aquelas sem amônia na composição ou hena, devem ser usadas. Escova progressiva e alisamentos também deve ser evitados durante toda a gestação.

PESO E ALIMENTAÇÃO IDEAL
O recomendado é um ganho de peso de 9 a 12 quilos referentes ao IMC (Índice de Massa Corpórea) da gestante, que é considerado uma medida saudável para a mãe e o bebê. O ideal seria engordar entre 5 e 12 quilos. Ter uma alimentação equilibrada, com frutas, verduras, carnes, cereais e leite. Comer pouco e fazer de quatro a seis refeições ao dia, bebendo bastante líquido (de um a dois litros de água por dia). Evitar massas, doces, bebidas gasosas e álcool.

SEXO
As relações sexuais podem ser normais na gestação, exceto em casos especiais, como o surgimento de sangramento ou contrações.

SANGRAMENTO
No início da gestação o sangramento é normal. Essa perda de sangue no início da gravidez, que  ocorre em quase 20% das gestantes, é devido à nidação, a fixação do embrião dentro do útero.

SEMANAS DE GESTAÇÃO
Para calcular as semanas de gestação faça a contagem a partir do último dia da menstruação e considere que a gravidez tem 280 dias, ou 40 semanas. Mas não misture o cálculo das semanas com o dos meses. Isso porque quatro semanas tem 28 dias, não um mês.
A data do parto pode ser calculada a partir da primeira data da última menstruação. Hoje em dia, os estudos mostram que pode-se aguardar em segurança até 41 semanas.

OUVINDO O CORAÇÃO DO BEBÊ
Os batimentos cardíacos são audíveis a partir da quinta semana com o uso do ultrassom.

SENTINDO O BEBÊ
O bebê só pode ser sentido a partir da 18ª semana.

SEXO DO BEBÊ
Pode-se saber o sexo do bebê, por meio do exame de sangue a partir de 10 semanas e com o ultrassom com 18 semanas é possível saber o sexo do bebê.

EM TRABALHO DE PARTO
As contrações aumentam e duram em torno de 30 a 40 segundos cada uma. Ocorrem, em média, três contrações em 10 minutos. O rompimento da bolsa é o sinal que a mãe deve ir imediatamente para o hospital, pois ela pode estar entrando em trabalho de parto.
O exame clínico e o toque vaginal revelam se há ou não a dilatação.

CORDÃO UMBILICAL – células tronco
O cordão umbilical do bebê é a fonte de células-tronco. As células-tronco são células capazes de se multiplicar nos mais variados tecidos do corpo humano (sangue, nervos, músculos, etc), por isso são utilizadas no tratamento de leucemia, tumores e paralisia cerebral.
A coleta ocorre no momento do parto (normal ou cesárea), logo após o corte do cordão umbilical, e este procedimento é completamente seguro e indolor para o bebê e a mãe.

PARTO NORMAL ou CESARIANA
As vantagens do parto normal para a mãe se resumem em: maior vínculo mamãe-bebê, com a participação ativa da mãe no nascimento de seu filho; menor risco de infecção; sem cicatrizes aparentes; sem implicações nos futuros partos; recuperação pós-parto mais rápida e sem dores; alta hospitalar e retorno para casa mais rápido; maior incentivo a amamentação em função da elevação hormonal provocada pelo trabalho de parto e maior tranquilidade da mãe; menor necessidade de medicação materna no pós-parto, acarretando menor risco de o recém-nascido receber medicamentos pelo leite na amamentação
As desvantagens do parto normal para mãe, estão na maioria das vezes relacionadas com manobras e intervenções efetuadas pela equipe médica, podendo envolver possíveis danos à pelve, ao períneo, uretra e ânus, incontinência urinária e fecal.
Já para o bebê, as vantagens do parto normal consistem em: vínculo imediato com a mãe; melhor adaptação ao ambiente extra-uterino; melhor eliminação dos líquidos pulmonares; bebê nasce no momento em que está realmente pronto, acomodando seu sistema fisiológico de forma leve e não brusca. Ela afirma que quando o parto evolui naturalmente, não existe desvantagem alguma para bebê.
As vantagens da cirurgia cesariana para a mãe: nascimento menos demorado, no mesmo dia da internação; poder decidir a data do nascimento e ter o médico do pré-natal disponível. E destaca que, quando realmente necessária, a cesárea traz vantagens para mãe e bebê.
Algumas das reais indicações compreendem: hemorragias no final da gestação, desproporção céfalo-pélvica, doenças maternas hipertensivas decorrentes da gestação, bebê transverso, sofrimento fetal, diabetes gestacional, insuficiência placentária ,fetos grandes a partir de 4000g.
As desvantagens da cesariana para a mãe são: mãe fica passiva no momento do nascimento de seu filho; recuperação mais lenta, com dores nas atividades cotidianas e restrição as atividades físicas por maior tempo, em função do corte e da manipulação abdominal feita pelo médico; risco de infecção, inflamação, perda do útero, hemorragia, com risco 16 vezes maior de morte materna que no parto normal; necessidade de retorno para retirada dos pontos externos; amamentação pode ser prejudicada; implicações nos partos futuros, pois o útero forma uma cicatriz que pode representar um ponto mais frágil e, a cada cesárea realizada, os riscos de complicações aumentam.
As desvantagens para o bebê da cesariana são: maior risco de desconforto para respirar, de síndrome dos pulmões úmidos com necessidade de encaminhamento para UTI neo natal e de pneumonia; possível necessidade de intervenções como aspiração nasogástrica, reanimação, entubação e respiração artificial; atraso da primeira amamentação e formação de vínculo materno.




15 de jan de 2015

TRANSPORTE SEGURO DE CRIANÇAS EM AUTOMÓVEIS

Desde 2010, vigora no Brasil a Resolução Nº 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), segundo a qual, para transitar em veículos automotores, menores de 10 anos devem ser transportados nos bancos traseiros, usando individualmente um dispositivo de retenção apropriado para as sua idade. (Desobediência: infração gravíssima, multa de R$ 191,54 e retenção do veículo)

Infelizmente nossa legislação está desatualizada em relação às melhores evidências científicas, que contraindicam a migração do bebê-conforto para a cadeirinha antes de cerca de 2 anos de idade; desta para o assento de elevação antes dos 18 kg de peso, o que pode ser até os 7 anos de idade; assim como o cinto de segurança antes da criança ter 1,45m de estatura, o que ocorre entre 9 e 13 anos. Assim, cabe aos pais certificarem-se de que seus filhos utilizem os equipamentos mais seguros e adequados, independentemente da lei.

RECOMENDAÇÕES:

Todas as crianças devem viajar sempre no banco traseiro até os 13 anos de idade, para sua maior segurança, ainda que a legislação brasileira o permita a partir dos 10 anos. Maiores de 13 anos e com mais de 1,45m poderão sentar no banco da frente, como passageiros, no momento que conseguirem encostar os dois pés totalmente no chão do veículo, utilizando o cinto de três pontos de maneira correta.

O bebê recém-nascido deve ser transportado em assento de segurança apropriado, no banco traseiro do veículo, virado de costas para a direção do deslocamento do veículo, como consta da nossa legislação.

Como não existem marcas de assento de segurança que sejam por consenso as mais seguras ou o melhores, o ideal é aquele que melhor se adapta no banco traseiro do carro e que seja utilizado corretamente a cada transporte. Preço, modelo e marca não deve influenciar na escolha do assento, que deve, antes de tudo, ser testado no carro, sua instalação feita de acordo com as especificações dos fabricantes do veículo e do próprio assento.

Consultar sempre o manual que vem com a cadeirinha para instalar cada modelo de forma correta.

A cadeirinha deverá estar presa ao banco pelo cinto de segurança do veículo. Para testar sua efetiva fixação, dobre uma perna e apoie o joelho em seu assento e puxe com força. Revise periodicamente para observar afrouxamento ou desconexão do equipamento.

Os modelos de assentos devem ser certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), seguindo a Norma Técnica NBR 14.400, que obriga os fabricantes a cumprirem as especificações de segurança. Para mais informações, acesse o site do Inmetro:
http://www.inmetro.gov.br/prodcert/produtos/busca.asp

O modelo escolhido deve se adaptar de forma correta no banco do carro e ser confeccionado de material resistente e durável. O tecido que reveste o assento deve ser resistente e macio, além de não esquentar com facilidade.

A partir do momento que a cadeirinha ficar pequena para a criança, ou sua cabeça ultrapassar o limite superior da cadeira, um novo modelo deve ser adquirido.

A criança nunca deve utilizar a faixa transversal atrás dos braços ou colocá-la nas costas, já que o uso exclusivo da faixa abdominal não garante a proteção do tronco.



VEJA OS MODELOS
Os modelos de assentos infantis são indicados conforme a fase do crescimento (peso e/ou altura) da criança:

1º modelo: Assento infantil tipo bebê-conforto
Deve ser usado desde o nascimento até que a criança tenha 2 anos de idade ou que tenha ultrapassado o limite máximo de peso ou altura permitido pelo fabricante do assento. Deve ser instalado de costas para o painel do veículo, preferentemente no meio do banco de trás, preso pelo cinto de segurança de três pontos.
As faixas do cinto de segurança desse modelo de assento (de cinco pontos) devem passar pelos ombros e entre as pernas da criança e ficar presas na estrutura do assento. Estes modelos podem ter um acessório que firma o pescoço do bebê.

2º modelo: Assento tipo cadeirinha voltada para frente
Toda criança com mais de 2 anos de idade ou que tenha ultrapassado o limite máximo de peso ou altura permitido para o seu assento tipo bebê-conforto deve usar a cadeirinha dotada de cinto de segurança próprio, até atingir o limite máximo de peso ou altura permitido pelo fabricante. Vários modelos de cadeirinha de segurança acomodam crianças pesando até 30 a 36 kg, isto é, ao longo de toda a idade escolar. O menor limite máximo de peso nas cadeirinhas de segurança disponíveis é 18 kg, que as crianças podem atingir entre três e sete anos de idade.

3º modelo: Assento de elevação ou “booster”
Toda criança cujo peso ou estatura tenha ultrapassado o limite máximo permitido para a cadeirinha de segurança deve usar um assento de elevação, até atingir a estatura de 1,45m (o que pode ocorrer entre nove e treze anos de idade) e que o cinto de segurança do veículo adapte-se com perfeição, a porção subabdominal passando pela pelve, a porção do ombro passando pelo meio do ombro e do tórax e os pés encostando no assoalho. O assento elevador deve ser colocado no banco de trás, posicionado nas laterais, local este que promove segurança à parte superior do tronco e à cabeça. No assento elevador, a criança ficará sempre contida pelo cinto de três pontos do carro, a faixa transversal passando pelo meio do ombro e a subabdominal pelas saliências ósseas do quadril. Se o carro somente tiver cintos subabdominais no banco traseiro, não deve ser usado um assento de elevação.

Pais que dão o exemplo, ao obedecer às regras de trânsito, ao utilizar SEMPRE o cinto de segurança e ao adotar uma atitude firme para com seus dependentes, com a utilização correta dos assentos, terão a garantia de um transporte seguro e eficiente, além do respeito de seus filhos.

FONTE:
http://www.healthychildren.org